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Professores da rede municipal de BH mantêm greve após rejeitarem proposta da PBH

Professores da rede municipal de BH mantêm greve após rejeitarem proposta da prefeitura sobre reajuste salarial e condições de trabalho

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Professores da rede municipal de Belo Horizonte decidiram manter a greve durante assembleia realizada na Praça Afonso Arinos, no Centro-Sul da capital
Trabalhadores da Educação da rede municipal decidiram manter a greve durante assembleia realizada em frente à Prefeitura de Belo Horizonte

Os professores da rede municipal de Belo Horizonte decidiram manter a greve da categoria após rejeitarem a proposta apresentada pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). A paralisação já dura 18 dias e segue mobilizando servidores da educação da capital mineira.

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A decisão aconteceu durante assembleia realizada na Praça Afonso Arinos, na região Centro-Sul de BH, nessa última quinta-feira (14). Após a votação, os profissionais seguiram em caminhada com trio elétrico até a sede da prefeitura.

Entre as principais reivindicações dos trabalhadores está a recomposição salarial com base no piso nacional da educação. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede), a categoria pede reajuste em torno de 5,4%, enquanto a PBH sinalizou aumento próximo de 3,5%, baseado apenas na inflação.

Além do impasse salarial, os servidores também denunciam problemas estruturais nas escolas da rede municipal. A categoria reclama da falta de profissionais, redução de verbas escolares, terceirização na Educação Infantil e mudanças no Atendimento Educacional Especializado (AEE).

O que a prefeitura propôs aos professores de BH

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que atendeu integralmente seis das oito pautas prioritárias apresentadas pelo sindicato durante reunião realizada nesta semana com o prefeito Álvaro Damião.

Entre os compromissos assumidos pela administração municipal estão:

  • criação de um comitê para acompanhar a transição de profissionais terceirizados da educação;
  • proposta de alteração na Lei Orgânica do Município para impedir substituição de professores da Educação Infantil;
  • ampliação da progressão funcional para servidores com mestrado e doutorado;
  • divulgação trimestral do quadro de vagas da educação;
  • padronização do uso de recursos das caixas escolares;
  • abertura de debate sobre contratação de psicólogos e assistentes sociais na rede.

Apesar disso, o Sind-Rede afirma que os principais pontos da greve continuam sem solução, especialmente as questões salariais e as condições de trabalho nas unidades escolares.

Prefeitura destaca reajustes e nomeações

Em nota, a PBH afirmou que novas negociações devem ocorrer na segunda quinzena de maio, quando o Executivo pretende apresentar o índice oficial de recomposição salarial para 2026.

A prefeitura também destacou medidas implementadas desde 2025, como:

  • criação de data-base para reajuste salarial;
  • progressões por escolaridade;
  • aumento superior a 58% no vale-refeição;
  • reajustes para cargos administrativos da educação;
  • benefício cultural para aposentados.

Segundo a administração municipal, cerca de 1.886 profissionais da educação foram nomeados entre 2025 e os primeiros meses de 2026, incluindo professores da Educação Infantil, professores municipais, assistentes administrativos educacionais e auxiliares de secretaria escolar.

Atualmente, conforme a PBH, o salário inicial de um professor da rede municipal é de R$ 3.660,96 para jornada de um turno, além de auxílio-alimentação de R$ 412,50. Para dois turnos, a remuneração total pode chegar a R$ 8.641,92.

Greve dos professores segue sem previsão de término

Sem acordo entre prefeitura e categoria, a greve dos professores da rede municipal de Belo Horizonte segue sem previsão de encerramento. A expectativa agora é pela retomada das negociações nas próximas semanas.

Enquanto isso, o movimento continua impactando escolas municipais e milhares de estudantes da capital mineira.