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Projeto de mineração na Serra do Curral é aprovado e ativistas questionam o COPAM

Projeto foi aprovado por 8 votos contra 4. Ativistas da causa contra a mineração no estado questionaram metódos utilizados pelo COPAM.

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FOTO: Leandro Couri/EM

Foi aprovado na madrugada deste sábado o pedido de licenciamento da mineradora Taquaril Mineradora S.A. (Tamisa) para exploração da Serra do Curral, em Nova Lima, região Metropolitana de Belo Horizonte. A aprovação, por 8 votos contra 4, foi muito questionada por ambientalistas e pessoas que participam de movimentos contra a mineração do estado. Eles questionam o COPAM (Conselho Estadual de Política Ambiental) por aprovar o projeto mesmo com indícios de que ele possui várias falhas.

A reunião durou 18h e acabou por volta das 04h da manhã. Duda Salabert (PDT), vereadora de Belo Horizonte, comentou sobre a decisão e criticou a maneira em que ela foi tomada. “As mineradoras sempre operam como aconteceu ontem. São processos ilegais, imorais e com um poder econômico muito grande que influencia os votos dos conselheiros e acabam por conquistar o que querem, que é justamente moer montanhas e aprofundar a nossa crise hídrica. O que aconteceu na Serra do Curral acontece no estado todo […] O interesse econômico das mineradoras sempre sobrepuseram o interesse popular e as leis do estado”, disse.

O projeto foi aprovado por 8 votos contra 4 – FOTO: Reprodução/Redes Sociais

Impactos ambientais

Duda alerta para as consequências que a mineração na Serra do Curral pode trazer. Para a vereadora, o sacrifício é muito grande para agradar poucas pessoas. “A força financeira da mineradora extrapola o contexto de crise hídrica, emergência climática, o Ministério Público e a força popular. Tudo isso para agradar os empresários da Tamisa”, argumentou a vereadora.

Quem também criticou a aprovação foi Apolo Heringer, idealizador e fundador do projeto Manuelzão. Segundo ele, o estado entrou em uma situação muito difícil de ser resolvida. “Chegamos no limite. Não podemos aceitar o que estão fazendo com a Serra do Curral. É um projeto muito agressivo. Podemos repetir a história de outras cidades aqui do estado. Com essa aprovação, toda a região em torno de Belo Horizonte está atingida. Precisamos ter resistência porque eles não vão parar”.

Apolo também mostra preocupação quanto às bacias hidrográficas da região da Serra do Curral. Para ele, os riscos para contaminação dos rios é muito grande. “O minério de ferro é um aquífero. Se você tira o minério, a água acaba. Você pode ter um poço que vai ficar infectado.”

Próximos passos

Duda Salabert ressalta seu descontentamento com a omissão da Prefeitura de Belo Horizonte quanto ao caso. Ela diz ter a intenção de criar uma CPI para investigar os conselheiros que votaram a favor da aprovação do projeto. “Vamos entrar com um mandado de segurança para anular a reunião de ontem, já que tem evidências de irregularidades nela. Também vamos tentar abrir uma CPI para investigar se há uma relação infestuosa das prefeitura, já que BH ficou omissa perante esse processo criminoso que afeta a cidade diretamente.”

A reportagem entrou em contato com a Tamisa Mineração e aguarda retorno.

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