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Suspeita de matar idosos usou cartão das vítimas após o crime

Investigação aponta que diarista tentou conseguir R$ 4 mil com cartão do casal e agora é alvo de apuração por possíveis crimes semelhantes

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Polícia descobre uso de cartão após morte de casal em BH | Foto: reprodução

A Polícia Civil informou nesta sexta-feira (3) que a diarista presa por matar um casal de idosos no bairro Gutierrez, na Região Oeste de BH, tentou usar um cartão de crédito das vítimas para conseguir dinheiro após o crime.

Além disso, a corporação investiga se a mulher pode ter aplicado o mesmo método em outros casos. A nova informação surgiu depois que um comerciante reconheceu a suspeita e procurou os investigadores para relatar a negociação.

Segundo a Polícia Civil, a mulher foi até um estabelecimento na Região Central de Belo Horizonte e propôs uma operação de aproximadamente R$ 4 mil no cartão. Em troca, ela receberia parte do valor por Pix e o restante em dinheiro. Posteriormente, após a divulgação da prisão, o comerciante identificou a suspeita por fotografias apresentadas pelos investigadores e decidiu prestar depoimento.



Crime teria sido motivado por dinheiro

De acordo com os investigadores, a tentativa de usar o cartão reforça a hipótese de que o crime teve motivação financeira. Além disso, a suspeita também levou objetos de valor do apartamento logo após os assassinatos.

Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, morreram dentro do apartamento onde moravam. O crime aconteceu na segunda-feira (29). No entanto, os corpos só foram encontrados no dia seguinte, quando um dos filhos entrou no imóvel.

Durante o interrogatório, a diarista confessou que misturou quatro comprimidos de clonazepam em uma bebida servida ao casal. Em seguida, ela usou uma faca encontrada na residência para cometer os assassinatos. Posteriormente, o exame toxicológico confirmou a presença do medicamento no organismo das vítimas.

Objetos foram vendidos no Centro de BH

Além disso, a investigação aponta que a mulher retirou relógios, joias e celulares do apartamento. Depois disso, ela vendeu os objetos na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, por cerca de R$ 3,3 mil.

Polícia investiga possível ligação com outros furtos

Ao mesmo tempo, a Polícia Civil tenta descobrir se a suspeita participou de outros crimes semelhantes.

Um dos relatos analisados envolve um parente de Maria Clotilde, responsável por indicar a diarista para trabalhar na residência do casal. Segundo o homem, os dois saíram para assistir a uma partida de futebol em um bar durante o mês de junho.