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Suzane diz que família tinha ‘zero afeto’ e explica plano para matar os pais 

Produção reúne versão da condenada sobre o assassinato dos pais, relembra conflitos familiares e aborda culpa, relacionamento e tentativa de reconstrução de vida

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Suzane von Richthofen é personagem central de novo documentário | Foto: Reprodução/ullissescampbell/Instagram
Suzane von Richthofen é personagem central de novo documentário | Foto: Reprodução/ullissescampbell/Instagram

Condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, Suzane von Richthofen é o foco de um novo documentário que revisita o caso sob sua perspectiva. Na produção, ainda sem data oficial de estreia, ela detalha o planejamento do crime, descreve a dinâmica familiar e aborda temas como culpa e redenção.


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Segundo informações do jornal O Globo, o material teve uma pré-estreia restrita pela Netflix. Na obra, Suzane apresenta sua versão dos acontecimentos e relembra a infância marcada, segundo ela, por distanciamento emocional dentro de casa. Em depoimento, afirma que a relação com os pais era fria e sem demonstrações frequentes de afeto.

Ela também relata episódios de conflitos familiares, incluindo discussões e situações de violência presenciadas ainda na infância. De acordo com Suzane, o ambiente doméstico era caracterizado por falta de diálogo e crescente afastamento entre os membros da família.

O documentário também aborda o relacionamento com Daniel Cravinhos, apontado como um dos executores do crime. Suzane afirma que o então namorado passou a ocupar papel central em sua vida, em meio ao distanciamento familiar. A partir dessa relação, segundo seu relato, teria se desenvolvido gradualmente a ideia do assassinato dos pais.

O crime ocorreu em 31 de outubro de 2002 e foi executado por Daniel Cravinhos e seu irmão, Cristian Cravinhos. Suzane reconhece sua participação ao admitir que permitiu a entrada dos autores na residência e assumiu responsabilidade pelo ocorrido.

Na produção, ela descreve ainda o momento do crime, quando permaneceu no andar inferior da casa enquanto os pais eram mortos. Segundo seu relato, afirma que estava em estado de dissociação e que não reagiu para impedir a ação, embora reconheça que poderia ter evitado o desfecho.

Atualmente com 42 anos e em regime aberto após cerca de duas décadas de prisão, Suzane também fala sobre sua vida atual, incluindo o casamento e a maternidade. Ao final, afirma buscar reconstruir sua trajetória e se desvincular da imagem associada ao crime, embora reconheça o impacto permanente do caso em sua vida.