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Ausência de testamento pode levar Suzane von Richthofen a herdar bens de tio

A ausência de testamento deixado por Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen, abre disputa judicial por herança avaliada em R$ 5 milhões; morte é investigada pela polícia

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Suzane von Richthofen confirmou à Justiça que autorizou a soldagem da casa do tio, em São Paulo, e manteve sob sua posse um veículo que integra o espólio

A inexistência de um testamento em nome do médico aposentado Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, abriu uma disputa judicial que pode resultar no acesso de Suzane von Richthofen ao patrimônio deixado pelo tio, avaliado em cerca de R$ 5 milhões. A informação foi confirmada após levantamento feito em cartórios de todo o estado de São Paulo.

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Miguel foi encontrado morto dentro de casa, no bairro Campo Belo, na capital paulista. O corpo estava sentado em uma poltrona e já apresentava avançado estado de decomposição. A Polícia Civil classificou o caso como morte suspeita, e o atestado de óbito aponta causa indeterminada, dependendo de exames complementares.

Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo, não há qualquer registro de testamento em nome do médico. A verificação foi feita a partir de consultas às bases da Central de Atos Notariais Paulista e da Central Notarial de Serviços Eletrônicos Compartilhados, que reúnem dados de cartórios de todo o país.

Sem descendentes diretos, cônjuge, pais ou irmãos vivos, a herança passa a ser disputada entre parentes colaterais. Nesse cenário, Suzane von Richthofen surge como uma das possíveis herdeiras. Também reivindica participação na partilha Silvia Magnani, prima de Miguel, que busca na Justiça o reconhecimento de uma união estável mantida com ele por cerca de 14 anos.

Foi Silvia quem conseguiu autorização para liberar o corpo e providenciar o sepultamento. Desde então, a disputa entre as duas se intensificou. Ambas tentaram acessar o imóvel onde o médico morava, mas foram impedidas por um vizinho que detém a chave da residência e afirma que só a entregará mediante ordem judicial.

Suzane já contratou advogada e afirma que vai pleitear o que considera seu direito sucessório, alegando que o patrimônio deixado pelo tio deve beneficiar ela e seu filho.

O caso carrega um paradoxo jurídico. Em 2002, após o assassinato dos pais, Suzane foi declarada indigna de herdar a fortuna da família justamente por iniciativa de Miguel, que ingressou com ação judicial para impedir que a sobrinha tivesse acesso aos bens. Na ocasião, todo o patrimônio ficou com o irmão dela, Andreas von Richthofen.

Agora, com a morte do tio, o cenário se inverte. Andreas chegou a ser cogitado para assumir a função de inventariante, mas não foi localizado. Desde a pandemia, ele vive de forma isolada em uma propriedade rural no interior paulista, sem energia elétrica e acesso à internet. Pessoas ligadas ao processo afirmam que nem mesmo sua advogada conseguiu contato recente.

Miguel Abdalla Netto foi sepultado no Cemitério Municipal de Pirassununga. As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte, enquanto a disputa pela herança deve ser judicializada nos próximos meses.