Polícia
Três crimes que chocaram Minas e que você pode não lembrar o fim
Do caso do goleiro Bruno à chacina de Unaí; relembre o desfecho de crimes de grande repercussão e como estão os condenados hoje
Minas Gerais foi palco de crimes que pararam o Brasil, gerando comoção e um forte clamor por justiça. De tramas passionais a chacinas brutais, muitos desses casos dominaram o noticiário por meses. Com o passar do tempo, no entanto, os desfechos e a situação atual dos condenados acabam saindo do radar do público.
Relembre a seguir o que aconteceu em três casos de grande repercussão no estado e como estão os responsáveis pelos crimes hoje em dia. A lista inclui desde o assassinato de Eliza Samudio, que levou à prisão do goleiro Bruno, até o massacre que vitimou crianças em uma creche em Janaúba.
Leia Mais
Goleiro Bruno: Novos desdobramentos após liberdade condicional
Massacre de Janaúba: O legado de uma tragédia e a resiliência da cidade
Crimes passionais em Minas Gerais: Análise de casos marcantes
Caso Goleiro Bruno

O desaparecimento e morte de Eliza Samudio em 2010 chocou o país. O goleiro Bruno Fernandes, então no auge da carreira no Flamengo, foi apontado como mandante do crime. Condenado a 22 anos e 3 meses de prisão, ele progrediu para o regime semiaberto em 2019.
Após obter liberdade condicional em janeiro de 2023, Bruno teve o benefício revogado em março de 2026 por descumprir as regras. Ele foi preso novamente em maio e atualmente cumpre pena em regime fechado. Seu amigo, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, também condenado por participação no crime, deixou a prisão em 2018 para cumprir pena em regime aberto. O corpo de Eliza Samudio nunca foi encontrado.
Em janeiro deste ano, o passaporte da modelo foi encontrado em Portugal e entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa.
Chacina de Unaí

Em 2004, três auditores fiscais do trabalho e um motorista do Ministério do Trabalho foram assassinados em uma emboscada na zona rural de Unaí. A investigação revelou que o crime foi uma retaliação contra a fiscalização de trabalho análogo à escravidão em fazendas da região.
Os irmãos Antério, que é ex-prefeito da cidade, e Norberto Mânica foram condenados como mandantes. Antério morreu em 2025, aos 77 anos, no Hospital Sírio Libanês, no Distrito Federal. Ele passou por cirurgia e também fazia tratamento contra um câncer no pâncreas, diabetes e hipertensão.
Também em 2025, Norberto foi preso após anos foragido. Outros envolvidos também foram condenados.
Massacre de Janaúba

A tragédia na creche Gente Inocente, em Janaúba, no norte de Minas, ocorreu em outubro de 2017. O vigia Damião Soares dos Santos ateou fogo ao próprio corpo, às crianças e no local. O ataque resultou na morte de dez crianças, três funcionárias e do próprio autor.
Com a morte do autor, o caso foi criminalmente encerrado. A cidade de Janaúba mobilizou esforços para apoiar as famílias das vítimas e os sobreviventes.