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CAÇA ASSASSINO: Polícia está à procura de matador de moradores de rua

A cadeia de custódia não foi preservada porque o sangue e outros vestígios do crime foram lavados antes que a perícia chegasse

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A Polícia Civil investiga o duplo homicídio ocorrido nesta terça-feira (08) em Betim, na RMBH. As mortes são resultado de um tiroteio que atingiu três pessoas que foram socorridas ao Hospital Regional de Betim, mas duas acabaram morrendo. A terceira vítima continua internada.

O crime aconteceu no bairro Jardim das Alterosas e, de acordo com a Polícia Militar (PM), as três pessoas baleadas viviam em situação de rua e seriam usuárias de drogas. Testemunhas disseram à polícia que ouviram os tiros, mas não deram detalhes. A motivação do crime ainda está sendo investigada, mas pode estar ligada ao extermínio de moradores de rua.

As câmeras de vigilância da rua onde o crime ocorreu não estavam funcionando no momento do crime o que prejudica a cadeia de custódia (que é o conjunto de todos os procedimentos usados para buscar provas e vestígios na cena do crime). Além das câmeras não funcionarem, o gerente de uma loja, que fica próximo ao local do tiroteio, lavou a calçada cheia de sangue impedindo que fossem apurados mais vestígios do crime, segundo a polícia.

Alvo fácil

De acordo com especialistas em segurança pública, uma das maiores dificuldades nas investigações de crimes envolvendo moradores de rua é que poucas testemunhas se apresentam para relatar o que viram.O silêncio impera também entre outros moradores de rua que têm medo de contar o que passam e serem assassinados. Por isso, o que tem ajudado nas investigações são os sistemas de vigilância de comércios espalhados pelas ruas da cidade.

Em maio do ano passado, um homem que chegou a ser considerado um assassino em série de moradores de rua, foi preso depois que policiais tiveram acesso às imagens de câmeras de vigilância na rua dos Tupis, no centro de Belo Horizonte. Os policiais viram o momento em que um morador de rua que dormia na calçada foi violentamente golpeado na cabeça por um homem, que fugiu mas foi preso logo depois perto do local do crime. Na época, a Polícia Civil chegou a divulgar nota à imprensa dizendo que não poderia confirmar que o homem preso era de fato o autor de outros vários assassinatos de moradores de rua.

Em janeiro do ano passado, de acordo com a polícia, um homem em situação de rua também morreu assassinado perto da praça da Liberdade, na região Centro Sul da Capital. No mesmo mês, também em 2021, outro assassinado foi registrado pela polícia e o corpo do morador de rua foi encontrado dentro de um carrinho de supermercado, na Avenida Afonso Pena, no Centro. Também em abril do ano passado, no bairro Floresta, Região Leste, uma vítima foi espancada até a morte quando dormia na rua. As câmeras de segurança do local flagraram o crime e as imagens ajudaram nas investigações.

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