Polícia
Polícia Civil indicia ex-servidora por desvio de R$ 1,6 milhão em MG
A Polícia Civil de MG concluiu a operação Game Over e indiciou ex-servidora por desvio de R$ 1,6 milhão e lavagem de dinheiro
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito da operação Game Over e indiciou uma ex-servidora pública municipal pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações (peculato eletrônico) e lavagem de dinheiro. Além dela, outras cinco pessoas também foram indiciadas por participação no esquema de ocultação de recursos públicos.
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O caso ocorreu na prefeitura de Carlos Chagas, no Vale do Mucuri, em Minas Gerais, e veio à tona após servidores do próprio município identificarem movimentações irregulares no sistema administrativo. A partir disso, a Polícia Civil iniciou as investigações, que revelaram um esquema estruturado de desvio de verbas públicas.
Como funcionava o esquema
Segundo a PCMG, a principal suspeita utilizava o acesso privilegiado ao sistema da prefeitura para realizar alterações indevidas e direcionar valores para contas bancárias próprias e de terceiros. Ao longo da apuração, a polícia identificou o desvio de aproximadamente R$ 1,6 milhão dos cofres públicos.
A ex-servidora foi exonerada do cargo em 25 de outubro de 2025, após a descoberta do esquema. Ainda assim, as investigações apontam que os crimes ocorreram de forma contínua e organizada, com o envolvimento de pessoas físicas e empresas utilizadas para a dissimulação e ocultação dos valores ilícitos.
Investigação financeira e provas técnicas
Para aprofundar a apuração, a Polícia Civil contou com o apoio do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro, vinculado ao Departamento de Polícia Civil em Teófilo Otoni. O setor foi responsável pelo rastreamento das movimentações financeiras e pela identificação da rede usada para pulverizar os recursos desviados.
Além disso, a análise técnica das transações permitiu a elaboração de um relatório detalhado, que consolidou as provas e confirmou a dinâmica de desvio e lavagem de dinheiro investigada no âmbito da operação.
Medidas judiciais e apreensões
Como resultado do avanço das investigações, a Polícia Civil cumpriu, em 14 de novembro de 2025, dois mandados de busca e apreensão. A ação resultou na apreensão de um veículo, no bloqueio de dois imóveis e no sequestro de cerca de R$ 200 mil em contas bancárias de investigados e de empresas ligadas ao esquema.
Segundo a PCMG, as medidas judiciais têm como objetivo garantir o ressarcimento ao erário e impedir a continuidade das práticas criminosas.
Por que o nome Game Over?
O nome da operação faz referência à expressão “Game Over”, utilizada no universo dos jogos eletrônicos para simbolizar o fim de uma partida. A denominação está diretamente ligada à versão apresentada pela principal suspeita, que alegava obter recursos por meio de jogos eletrônicos.
No entanto, conforme apurado pela Polícia Civil, os valores tinham origem no desvio de dinheiro público, e não em atividades lícitas. Assim, o nome da operação simboliza o encerramento das práticas ilegais identificadas ao longo da investigação.