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Síndica é presa suspeita de manter idosa em cárcere privado e desviar R$ 59 mil na Savassi

Síndica é presa preventivamente na Savassi, em Belo Horizonte, suspeita de manter idosa de 83 anos em cárcere privado e desviar cerca de R$ 59 mil da vítima. Caso é investigado pela Polícia Civil

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Suspeito foi localizado e preso pela Polícia Militar após denúncia de vizinhos, no Barreiro, em Belo Horizonte

A síndica de um prédio na Savassi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, foi presa preventivamente suspeita de manter uma idosa, de 83 anos, em cárcere privado e desviar cerca de R$ 59 mil da vítima. A suspeita foi identificada como Patrícia Miranda Mesquita, de 48 anos. O caso foi registrado nessa segunda-feira (12) e segue sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

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A apuração começou após a sobrinha da idosa ser alertada pela gerente do banco sobre movimentações financeiras consideradas atípicas. Segundo a instituição, diversas transferências de alto valor vinham sendo realizadas nos últimos dias, além de gastos incomuns no cartão de crédito. Além disso, a bancária relatou dificuldade para entrar em contato com a cliente.

Diante da situação, a parente foi até o apartamento da vítima, mas Patrícia Miranda Mesquita se negou a abrir a porta. A Polícia Militar foi acionada e, após entrar no imóvel, encontrou a idosa desacordada, deitada na cama e com hematomas nos braços.

Em seguida, equipes do Corpo de Bombeiros conduziram a vítima ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. Conforme o atendimento inicial, a idosa apresentava sonolência. Por causa do estado de saúde, não foi possível colher o relato naquele momento.

Transações bancárias levantaram suspeitas

De acordo com o boletim de ocorrência, as movimentações financeiras suspeitas somam aproximadamente R$ 59 mil, transferidos principalmente via Pix para a conta de Patrícia Miranda Mesquita. Também houve registros de uso do cartão de crédito da vítima.

A suspeita estava no apartamento no momento da chegada da polícia. Aos militares, Patrícia alegou que foi chamada para ajudar a moradora durante um suposto surto. Segundo a versão apresentada, a própria idosa teria solicitado as transferências bancárias para evitar que o dinheiro ficasse com familiares em caso de falecimento. Ela afirmou ainda ter feito um estorno de R$ 15 mil à conta da vítima.

Justiça decreta prisão preventiva

Após audiência de custódia, a juíza Juliana Baretta considerou que a versão apresentada pela suspeita carece de verossimilhança e apontou indícios da autoria e materialidade dos crimes. Por isso, decretou a prisão preventiva de Patrícia Miranda Mesquita como medida necessária para a garantia da ordem pública.

Em nota, a defesa da síndica afirmou que a acusação foi construída a partir de uma versão unilateral e sustentou que Patrícia prestava cuidados e companhia à idosa. Os advogados alegaram possuir documentos, imagens do circuito interno do prédio e uma declaração escrita pela própria vítima.

Caso segue sob investigação

A Polícia Civil informou que Patrícia Miranda Mesquita foi ouvida na 2ª Delegacia de Polícia Civil, na região central de Belo Horizonte. Ela permanece presa enquanto o caso segue em investigação.