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Saúde

Câncer infantojuvenil soma 988 diagnósticos em MG

Levantamento ligado ao Ministério da Saúde aponta redução ante 2024 e destaca a importância da identificação precoce

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Diagnósticos de câncer infantil caem em Minas
Panorama estadual acompanha tendência nacional e reforça a necessidade de investigar sinais persistentes o quanto antes

Minas Gerais registrou 988 novos casos de câncer entre crianças e adolescentes de 0 a 19 anos em 2025, segundo dados do DATASUS divulgados às vésperas do Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil, lembrado em 15 de fevereiro.

O levantamento integra o Painel Oncologia Brasil, ligado ao Ministério da Saúde e compilado pela Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente.



O número é menor que o observado em 2024, quando o estado contabilizou 1.409 diagnósticos. A divulgação reforça o alerta para a identificação precoce da doença.

Queda em relação ao ano anterior

A comparação anual indica retração nos registros em Minas. No cenário nacional, o movimento foi semelhante: o país somou quase 12 mil casos em 2025, abaixo dos mais de 15 mil verificados no ano anterior.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, o câncer infantojuvenil representa cerca de 3% das ocorrências da doença no Brasil e costuma afetar células do sangue e tecidos de sustentação do organismo.

Quais são os diagnósticos mais recorrentes

Entre os tipos mais frequentes estão:

  • Leucemias;
  • Tumores do sistema nervoso central;
  • Linfomas;
  • Neuroblastoma, geralmente identificado na região abdominal;
  • Sarcomas ósseos e de partes moles;
  • Retinoblastoma, tumor ocular mais comum em crianças pequenas.

Sinais exigem atenção

Os sintomas podem ser confundidos com problemas comuns da infância, o que pode adiar o diagnóstico.

Persistência de febre, palidez, sangramentos sem causa aparente, dores ósseas, caroços, perda de peso, dor de cabeça frequente e vômitos estão entre os sinais que pedem avaliação médica.