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Hantavírus em Minas: estado confirma primeira morte pela doença em 2026

Minas Gerais confirma primeira morte por hantavírus em 2026. Homem de 46 anos morreu após contato com roedores silvestres em lavoura de milho

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Minas Gerais registrou a primeira morte por hantavírus no Brasil em 2026; vítima teve contato com roedores silvestres em área rural
Minas Gerais registrou a primeira morte por hantavírus no Brasil em 2026; vítima teve contato com roedores silvestres em área rural

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou, nesse último domingo (10), a primeira morte por hantavírus registrada no estado e no Brasil em 2026. O caso aconteceu em Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, e acende um alerta para os riscos da hantavirose, doença transmitida principalmente pelo contato com roedores silvestres infectados.

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De acordo com a SES-MG, a vítima era um homem de 46 anos que teve contato com ratos silvestres em uma lavoura de milho. Os primeiros sintomas começaram no dia 2 de fevereiro, com dor de cabeça. Poucos dias depois, ele procurou atendimento médico apresentando febre, dores musculares, dores nas articulações e desconforto na região lombar.

Os exames realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) confirmaram infecção por hantavírus por meio de sorologia IgM reagente. Entretanto, o quadro evoluiu rapidamente e o paciente morreu no dia 8 de fevereiro.

Além disso, a confirmação ocorre em meio ao aumento da atenção internacional sobre a doença após um surto registrado em um cruzeiro que seguia da Argentina para Cabo Verde. O episódio ganhou repercussão após mortes e casos suspeitos entre passageiros da embarcação.

Minas Gerais acumula 49 mortes por hantavirose desde 2013

Dados do Ministério da Saúde mostram que Minas Gerais contabilizou ao menos 49 mortes por hantavirose desde 2013. O ano com maior número de óbitos foi 2016, quando dez pessoas morreram pela doença no estado.

Nos últimos anos, Minas Gerais também registrou números preocupantes:

  • 2023: 2 mortes
  • 2024: 4 mortes
  • 2025: 4 mortes
  • 2026: 1 morte confirmada até agora

Enquanto isso, no cenário nacional, o Brasil registrou 15 mortes por hantavirose em 2025 e 17 em 2024. Santa Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso aparecem entre os estados com maior incidência.

Segundo o Ministério da Saúde, o país teve um aumento superior a 230% nos casos confirmados da doença entre 2021 e 2022, quando os registros saltaram de seis para 20 casos.

O que é hantavirose?

A hantavirose é uma zoonose viral aguda transmitida principalmente pela inalação de partículas contaminadas presentes na urina, fezes e saliva de roedores infectados.

Na maioria dos casos, a contaminação ocorre em ambientes fechados, rurais ou pouco ventilados, como galpões, paióis, depósitos e armazéns.

Inicialmente, os sintomas podem ser confundidos com uma gripe forte. Entre os principais sinais estão:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • dores nas articulações;
  • dor lombar;
  • dor abdominal.

Contudo, nos casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para comprometimento pulmonar e cardíaco, provocando:

  • falta de ar;
  • tosse seca;
  • pressão baixa;
  • insuficiência respiratória;
  • edema pulmonar.

Além disso, alguns pacientes também podem apresentar complicações renais.

Não existe tratamento específico

Atualmente, não há um medicamento específico para combater o hantavírus. Por isso, o tratamento é feito com medidas de suporte médico, de acordo com a gravidade de cada paciente.

Dessa forma, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e da prevenção, principalmente em áreas rurais e locais com possibilidade de infestação por roedores.

Veja como prevenir a hantavirose

As autoridades de saúde recomendam algumas medidas simples para reduzir o risco de contaminação:

  • manter alimentos em recipientes fechados;
  • evitar acúmulo de entulho;
  • roçar terrenos ao redor das casas;
  • não deixar ração exposta;
  • retirar restos de comida de animais diariamente;
  • ventilar ambientes fechados antes de entrar;
  • umedecer o chão com água e sabão antes da limpeza;
  • evitar varrer locais fechados a seco;
  • manter plantações afastadas de residências.

Além disso, o lixo orgânico deve ser descartado corretamente para evitar a aproximação de roedores silvestres.