Saúde
Jovem de 22 anos dá à luz gêmeos siameses de 34 semanas; veja foto
Parto raro de gêmeos siameses mobiliza equipe especializada da rede pública de saúde. Bebês nasceram unidos e seguem na UTI
Médicos do Hospital Estadual da Mulher (Hemu) realizaram, nesta terça-feira (6), o parto de gêmeos siameses em Goiânia (GO). Considerado de alta complexidade, o procedimento exigiu a atuação de uma equipe multiprofissional e reforçou a capacidade da rede pública de saúde em lidar com casos raros e delicados.
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Os bebês, do sexo masculino, nasceram com 34 semanas de gestação e permanecem internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Desde o nascimento, a equipe médica segue protocolos específicos para monitorar o quadro clínico dos recém-nascidos, que nasceram unidos pela região pélvica, condição conhecida como gêmeos isquiópagos.
Apesar da complexidade do caso, a gestação transcorreu sem intercorrências. A mãe, uma jovem de 21 anos, é natural de Canarana, no Mato Grosso, mas realizou todo o acompanhamento pré-natal no Hemu, referência estadual em atendimento materno-infantil.

Além disso, o parto contou com a presença do cirurgião pediátrico Zacarias Calil, profissional reconhecido nacionalmente pela atuação em casos de alta complexidade. Segundo o hospital, a equipe seguirá acompanhando de forma contínua a evolução clínica dos bebês e da mãe.
Em nota, o Hemu destacou que atendimentos como esse evidenciam a estrutura técnica da rede pública de saúde de Goiás, que oferece assistência especializada com foco na segurança e na humanização do cuidado.

O que são gêmeos isquiópagos
Os gêmeos isquiópagos representam um tipo raro de gemelaridade siamesa. Nesses casos, os bebês nascem unidos pela região do quadril, mais especificamente pelo ísquio, um dos ossos que compõem a bacia.
Além disso, durante o desenvolvimento embrionário, ainda nas primeiras semanas de gestação, ocorre uma separação incompleta do embrião. Como resultado, os gêmeos podem compartilhar estruturas ósseas e, em alguns casos, órgãos da região abdominal ou pélvica.
Por isso, após o nascimento, a equipe médica realiza exames detalhados para avaliar a anatomia, as funções vitais e o grau de compartilhamento entre os órgãos. Somente após essa análise é possível definir as condutas clínicas e cirúrgicas adequadas.