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Polícia Militar vai começar a utilizar armas de choque e câmeras em MG

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Foto: Reprodução/MPMG

A Polícia Militar vai adicionar ao seu equipamento o uso de câmeras portáteis e tasers, conhecidos como armas de choque. A previsão é de que os equipamentos comecem a ser utilizados em outubro deste ano.

O projeto foi discutido junto ao Ministério Público de Minas Gerais nesta quinta-feira (05). Eles abordaram a criação de normas administrativas da PM para treinamento e utilização desses equipamentos. Em 2021, o Fundo Especial do Ministério Público de Minas Gerais (FUNEMP) aprovou mais de R$ 4,2 milhões para a compra de câmeras corporais e tasers. Esses recursos são parte do acordo Judicial de Brumadinho, referente ao pagamento das indenizações relacionadas ao rompimento da barragem.

Atualmente, o processo está na fase de compra dos equipamentos. Após adquirir, os militares vão passar por um treinamento para capacitar no uso das novas armas. “Vamos trabalhar o projeto-piloto em todo o estado, porque precisamos testar o funcionamento desses equipamentos nas diversas realidades, tanto sociais e culturais, como de interação com a comunidade”, disse o chefe do Estado-Maior.

Para Robson Sávio, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o uso das câmeras tem pontos positivos importantes. “O uso das câmeras tem dois objetivos importantes. Um tem a ver com a qualidade do atendimento policial, o respeito aos protocolos, ao cidadão e as questões técnicas operacionais. O segundo é que é um mecanismo que promove segurança ao cidadão e também ao agente. Vai servir como um documento em eventuais casos de denúncias relacionadas a ação do policial. Para o policial que sabe de suas funções e obrigações, a câmera não produz nenhum constrangimento e trás segurança para a boa ação policial. Já o agente que não atua com a lei, obviamente a câmera passa a ser um imenso constrangimento para essas ações, porque ele estará sendo filmado e pode servir como prova.”, disse.

O uso de tasers também entra no projeto. As armas, consideradas não letais, podem ajudar as ações policiais a ter menos vítimas. Mas, o uso dessas armas não pode ser banalizado. “O uso de equipamentos de choque é recomendado em situações muito específicas. Não pode ser uma utilização muito grande porque pode acarretar em um infarto. É claro que, quanto menos se usa armamentos letais, melhor é. Se a Polícia tem como única possibilidade utilizar uma arma de fogo em situações de conflito, pode causar uma morte até em terceiros. É sempre aconselhável, para diminuir a violência das duas partes durante uma ocorrência, ter protocolos que passem até pelo uso dessas armas não letais”, explicou Robson.

Robson ainda destaca um ponto mais importante sobre o assunto. Para ele, é sempre melhor investir na preparação psicológica dos policiais. “O importante é que os policiais estejam bem treinados, tecnicamente e psicologicamente, para o uso desses equipamentos. Todo equipamento e novidade pode ajudar. Mas, por trás de todas as armas tem um ser humano. Esse sim precisa saber operar, ter ética na sua ação e saber operar dentro dos protocolos e uso adequado da força” disse.

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