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Segurança para idosos: como proteger quem moram sozinhos

Dicas de segurança, tecnologias assistivas e redes de apoio que podem ajudar a garantir o bem-estar de idosos e tranquilizar familiares na capital

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Homem idoso negro sorrindo, usando óculos e casaco, segurando um smartphone.
A tecnologia, como o uso de smartphones, oferece ferramentas essenciais para a segurança e monitoramento de idosos, reforçando a proteção.

A trágica morte de um casal de idosos em um apartamento em Belo Horizonte, descoberta no final de junho, acendeu um alerta sobre a vulnerabilidade de parentes que vivem sozinhos.

Com as investigações ainda em andamento, o caso reforça a urgência de adotar medidas para a segurança de idosos. Garantir a proteção deles exige uma combinação de atenção, tecnologia e uma rede de apoio bem estruturada, que pode prevenir acidentes, golpes e situações de risco.

Adotar precauções simples no cotidiano é o primeiro passo para aumentar a proteção. A atenção deve ser redobrada com quem tem acesso à residência, desde prestadores de serviço a cuidadores. No caso recente, a principal suspeita teria sido indicada por um parente, o que reforça a recomendação de sempre buscar profissionais com múltiplas referências e evitar contratar pessoas sem uma verificação completa e prévia.

Medidas práticas para o dia a dia

Pequenas mudanças de hábito fazem grande diferença. É fundamental orientar o idoso a não abrir a porta para estranhos e a sempre utilizar o olho mágico ou interfone. Outro ponto crucial é alertar sobre os golpes aplicados por telefone ou aplicativos de mensagem, instruindo a jamais fornecer dados pessoais ou bancários.

A rotina também merece atenção. Aconselhe o familiar a evitar horários fixos para atividades como ir ao banco ou ao supermercado. Também é importante ter cuidado com o descarte de correspondências e documentos, que devem ser rasgados antes de irem para o lixo para evitar que informações sensíveis sejam expostas.

Tecnologia a serviço da segurança

A tecnologia oferece ferramentas cada vez mais acessíveis para monitorar e assistir à distância. A instalação de câmeras Wi-Fi, por exemplo, permite que os familiares acompanhem a movimentação na casa pelo celular. Outros recursos úteis incluem:

  • Botões de emergência: dispositivos portáteis, como pulseiras ou pingentes, que acionam contatos pré-definidos ou um serviço de emergência com apenas um toque.

  • Sensores de presença e queda: alertam os familiares caso detectem uma queda ou ausência de movimento por um período prolongado.

  • Fechaduras inteligentes: permitem controlar o acesso à residência remotamente, além de registrar quem entra e sai.

Construindo uma rede de apoio

Manter uma boa relação com vizinhos de confiança é uma estratégia eficaz. Eles podem ser os primeiros a notar algo incomum ou a oferecer ajuda em uma emergência. É válido deixar seu contato com um ou dois vizinhos próximos para poderem avisar sobre qualquer eventualidade.

Além disso, uma rotina de comunicação diária, seja por ligação ou mensagem, é essencial. Visitas regulares ajudam a verificar as condições de segurança da casa e, principalmente, a fortalecer os laços afetivos, combatendo o isolamento que também representa um risco para a saúde e o bem-estar do idoso.