Economia
Salário mínimo é reajustado e chega a R$ 1.621
Novo valor começa a valer em todo o país após reajuste de R$ 103 definido pelo governo federal
O salário mínimo passa a ser de R$ 1.621 a partir desta quinta-feira (1º) em todo o país, após reajuste de R$ 103 em relação ao valor anterior; o aumento foi definido pelo Ministério do Planejamento e Orçamento com base na inflação e no crescimento da economia, dentro das regras fiscais atuais.
Antes, o piso nacional era de R$ 1.518. O novo valor foi confirmado no dia 10, depois da divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador usado no cálculo do reajuste anual. Em novembro, o índice teve variação de 0,03% e acumulou alta de 4,18% em 12 meses.
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o reajuste deve movimentar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia. O cálculo leva em conta o impacto sobre a renda das famílias, o consumo e a arrecadação, mesmo com regras mais rígidas para os gastos públicos.
Como é feito o reajuste
A regra do salário mínimo prevê duas etapas: a reposição da inflação do último ano e um ganho real ligado ao crescimento da economia. Essa fórmula busca manter o poder de compra do trabalhador.
Em dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou os dados do Produto Interno Bruto (PIB) de 2024 e confirmou crescimento de 3,4%.
Limite para o aumento
Apesar do crescimento da economia, o arcabouço fiscal limita o aumento real do salário mínimo. Pela regra, o ganho acima da inflação pode variar de 0,6% a 2,5%.
Com esse limite, o valor calculado chegou a R$ 1.620,99 e, após o arredondamento previsto em lei, o salário mínimo foi fixado em R$ 1.621. O valor serve de referência para salários, aposentadorias e benefícios sociais em todo o país.