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Ex-prefeita confessa ter dirigido embriagada com filho de 2 anos no carro
Ex-prefeita de Nova Jersey, 46 anos, declarou-se culpada pelo crime e entrou para programa de intervenção e reabilitação
A ex-prefeita de Lumberton Township, em Nova Jersey (EUA), Gina LaPlaca se declarou culpada das acusações de dirigir sob influência de álcool e colocar em risco o bem-estar de uma criança. Em março do ano passado, a mulher foi detida após ser vista guiando o carro com seu filho de dois anos dentro do veículo. A decisão da justiça saiu nesta semana.
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Em audiência recente, LaPlaca, de 46 anos, se declarou culpada pelos crimes. Em vez de cumprir pena em regime fechado, ela foi aceita no programa de Pre-Trial Intervention (PTI) do Condado de Burlington, um tipo de intervenção pré-julgamento que prioriza reabilitação e supervisão.
O caso
No episódio envolvendo Gina LaPlaca, policiais chegaram à residência da então prefeita após receberem imagens de outro motorista, que registrou o carro supostamente avançando de forma irregular e quase colidindo com um poste. Ao localizar o veículo, os agentes encontraram o filho pequeno dela na cadeirinha e um recipiente de bebida alcoólica dentro do automóvel. Além disso, o teste do bafômetro indicou um índice em torno de 0,30%, mais de três vezes o limite legal.
LaPlaca também passou a ser monitorada pela Divisão de Proteção e Permanência da Criança de Nova Jersey, responsável por avaliar a segurança do ambiente familiar.
Como funciona o programa de intervenção pré-julgamento
O PTI é um mecanismo previsto na Justiça de Nova Jersey para determinados réus primários ou casos específicos, com o objetivo de evitar o encarceramento e priorizar tratamento, acompanhamento e reinserção social. Em vez de seguir diretamente para julgamento e eventual pena de prisão, o participante fica sujeito a um conjunto de condições durante um período definido.
No caso da ex-prefeita, a supervisão foi estabelecida pelo prazo de três anos. Entre as obrigações estão a participação em reuniões de Alcoólicos Anônimos, a adesão a regras impostas pelo sistema de Justiça e o cumprimento das exigências dos serviços de proteção à criança. O descumprimento de qualquer dessas condições pode levar ao reativamento das acusações, incluindo o processo por risco a menor de idade.
De forma geral, programas como o PTI costumam impor rotinas específicas, como:
- comparecimento periódico a sessões de aconselhamento ou terapia;
- proibição de consumo de álcool ou drogas, com eventuais testes de verificação;
- participação em cursos de educação para o trânsito ou sobre abuso de substâncias;
- obrigação de manter endereço e contatos atualizados com o sistema judicial;
- relatórios regulares de acompanhamento ao juiz ou à equipe de supervisão.
Ao final do período estabelecido, se todas as tarefas forem cumpridas corretamente, o processo pode ser arquivado e as acusações, retiradas. Em caso de violação, o réu retorna ao fluxo normal da Justiça, podendo enfrentar julgamento e penas mais rígidas.