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Homem rompe tornozeleira eletrônica e é acusado de abusar de criança de 11 anos
Homem havia sido preso por diversos roubos e, após conseguir monitoramento eletrônico em casa, rompeu a tornozeleira e fugiu
Um homem de 21 anos, morador de Chicago, nos EUA, e acusado de roubo, é suspeito de abusar sexualmente de uma criança de 11 anos enquanto estava em liberdade provisória. Davaughn Credit é apontado em registros policiais como suspeito de uma sequência de roubos violentos e usava tornozeleira eletrônica. No entanto, o acusado teria violado o aparelho e fugido.
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Segundo documentos judiciais e relatos da imprensa local, Credit havia sido beneficiado com liberdade pré-julgamento e encaminhado para cumprir medidas em casa, sob monitoramento eletrônico.
Ele, porém, teria rompido o protocolo, fugido da vigilância e deixado o estado de Illinois. Poucas semanas depois, o nome dele ressurgiu em um inquérito ainda mais grave, relacionado ao suposto abuso de uma criança em Indiana, após contato pelas redes sociais.
Roubos
De acordo com registros citados por veículos de Chicago, ele foi acusado de participar de uma série de roubos em novembro do ano passado, num intervalo de poucas horas, em diferentes pontos da cidade. As vítimas relataram abordagens em estações de metrô e áreas residenciais, com uso de violência física e ameaça de arma, ainda que se tratasse de um taser em formato de pistola.
Credit recebeu autorização judicial para o regime de liberdade pré-julgamento, com uso de tornozeleira. A medida, normalmente vista como alternativa à prisão, é aplicada em casos nos quais o juiz entende que o réu pode responder em liberdade, desde que cumpra condições. No entanto, no caso de Davaughn Credit, o monitoramento não impediu que ele fosse considerado foragido após escapar do controle eletrônico e desaparecer por semanas.
Novas acusações
As novas acusações contra Davaughn Credit surgiram quando a família de uma criança de 11 anos, moradora de Chicago, percebeu que a menor havia saído de casa sem autorização, em novembro. A localização em dispositivos eletrônicos indicava que a menina estava em Rensselaer, no estado de Indiana, a cerca de 80 milhas de distância. Segundo um depoimento registrado em documento oficial, parentes suspeitaram que ela pudesse estar com Credit, com quem teria mantido contato por meio do Snapchat.
No dia seguinte, um adulto da família localizou a criança em condição descrita como “alterada”, com aparência de estar sob efeito de substâncias. Ela foi levada ao hospital infantil da Universidade de Chicago.
Em depoimento às autoridades, a menina relatou que o homem, identificado por ela como “Day Day”, teria tocado suas partes íntimas com as mãos e genitais durante a noite em que permaneceu na residência em Indiana. O nome exibido na conta do Snapchat teria contribuído para a identificação do suspeito como Davaughn Credit.
Acusações
Depois de rastrear o endereço citado no inquérito, policiais de Rensselaer encontraram Davaughn Credit em um quarto onde, segundo as autoridades, ele estaria hospedado há algumas semanas.
O suspeito teria rejeitado sair do cômodo por cerca de 20 minutos antes de ser levado sob custódia, com base em mandados de prisão já emitidos por roubo e fuga do monitoramento em Illinois. Dentro do quarto, foram encontrados sacos plásticos com resíduos que testaram positivo para cocaína, além de maconha.
Promotores em Indiana formalizaram acusações de abuso de criança, posse de cocaína e posse de maconha. Outras pessoas que viviam na mesma casa também foram detidas por supostos delitos ligados ao uso e posse de drogas, que, segundo a polícia, estavam em “plena vista”. Paralelamente, permanecem ativas as denúncias anteriores contra Davaughn Credit em Chicago, ligadas aos roubos e à agressão relatada em novembro deste ano.
Nos autos referentes a Chicago, Davaughn Credit foi acusado de quatro roubos e uma agressão agravada em uma única madrugada. As ocorrências começaram em uma estação da linha vermelha do metrô, na 79th Street, onde um passageiro teve fones de ouvido roubados por um grupo que estaria atuando em conjunto. Em seguida, o mesmo grupo embarcou em direção ao norte da cidade, onde um homem de 57 anos teve sua carteira levada após ser cercado.
Uma terceira vítima, mulher de 26 anos, relatou ter sido assaltada em área residencial. Ao tentar defendê-la, o companheiro dela teria sido intimidado por um dos suspeitos, que levantou a camisa e exibiu um objeto semelhante a arma de fogo preso à cintura, descrito depois como um taser em formato de pistola. Pouco depois, em outra rua, um homem foi agarrado pelo pescoço, arrastado entre carros estacionados e forçado a se ajoelhar enquanto era roubado.