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Anvisa proíbe Mounjaro natural e outros suplementos e remédios fakes

Produtos prometiam efeitos terapêuticos sem autorização, usavam propaganda enganosa e foram retirados do mercado por risco à saúde pública

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Candfemm e Ex Magrinha; Ex Magro(a) integram a lista de produtos proibidos | Marcelo Camargo/Agência Brasil
Candfemm e Ex Magrinha; Ex Magro(a) integram a lista de produtos proibidos | Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, na segunda-feira (15), uma série de decisões que determinam a retirada do mercado de suplementos e produtos clandestinos que apresentavam irregularidades sanitárias. Entre os itens proibidos estão aqueles que prometiam efeitos terapêuticos sem comprovação ou autorização, como o chamado “Mounjaro natural”, e suplementos divulgados como tratamento para candidíase.

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As medidas suspendem a comercialização, fabricação, distribuição, divulgação e consumo desses produtos em todo o território nacional.

Lista de produtos proibidos

Entre os itens atingidos pelas decisões da Anvisa estão:

  • Todos os lotes do medicamento clandestino da marca Seiva Real;
  • Todos os lotes de produtos da empresa Pharmacêutica Indústria e Laboratório Nutracêuticos;
  • O produto clandestino Ex Magrinha; Ex Magro(a), de origem desconhecida;
  • Todos os produtos da empresa R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais;
  • Todos os lotes do suplemento Candfemm, de origem desconhecida;
  • O lote 071A do Supra Ômega 3 TG 18 EPA/12 DHA + Vitamina E, da marca Global Suplementos, de empresa desconhecida.

A Anvisa orienta que consumidores interrompam imediatamente o uso desses produtos e que estabelecimentos físicos e plataformas digitais retirem os itens de circulação.

Medicamentos clandestinos no radar

Um dos casos de destaque é o da marca Seiva Real, responsável pela venda do chamado “Mounjaro natural”. Segundo a Anvisa, o produto é um fitoterápico sem registro, divulgado com promessas semelhantes às do medicamento original usado no tratamento do diabetes e no emagrecimento, o que é proibido.

Apesar de não possuir qualquer autorização sanitária, ele vinha sendo promovido nas redes sociais como alternativa à caneta emagrecedora.

Produtos para emagrecimento

A fiscalização também atingiu o produto Ex Magrinha; Ex Magro(a), de origem desconhecida. Embora fosse apresentado como suplemento alimentar, a Anvisa classificou o item como medicamento falso, determinando a proibição em todas as etapas da cadeia.

Segundo o órgão, itens com apelo ao emagrecimento costumam circular amplamente no ambiente digital, explorando expectativas do público, mesmo sem qualquer avaliação de segurança.

Suplementos com alegações proibidas

No caso da Pharmacêutica Indústria e Laboratório Nutracêuticos, a Anvisa identificou ausência de regularização junto ao órgão competente, além da presença de elementos não autorizados e falta de registro sanitário para suplementos probióticos.

Já a R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais teve todos os seus produtos suspensos após resultado insatisfatório em inspeção de boas práticas de fabricação, o que compromete a segurança e a qualidade dos itens.

Lotes falsificados e empresas desconhecidas

O suplemento Supra Ômega 3 TG 18 EPA/12 DHA + Vitamina E, da marca Global Suplementos, teve o lote 071A proibido porque a fabricante original, Akron Pharma Ltda., não reconhece o produto. A Anvisa encontrou diferenças na rotulagem e no acabamento do item, vendido por meio de plataforma digital.

Outro alvo foi o suplemento Candfemm, de empresa sem identificação. O produto não possui registro na Anvisa e era divulgado com promessas terapêuticas, como “eliminar a candidíase”, alegação proibida para suplementos alimentares.

A agência reforça que irregularidades sanitárias representam risco à saúde pública, especialmente quando envolvem produtos que prometem benefícios médicos sem respaldo científico ou autorização oficial.