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Bispo é investigado por visitas frequentes a bordel e desvio de verbas

Emanuel Shaleta renunciou após denúncias envolvendo bordel e desvio de recursos da paróquia

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Bispo católico é acusado de visitas repetidas a bordel ligado a tráfico humano — Foto: Reprodução

O bispo Emanuel Shaleta, de San Diego (Califórnia, EUA), apresentou sua renúncia depois de ser acusado de ter visitado mais de 12 vezes um bordel mexicano, conhecido por práticas de tráfico humano. As denúncias também apontam suspeitas de desvio de verbas da paróquia que ele administrava. Até o momento, o Vaticano ainda não formalizou a aceitação da renúncia.

Segundo investigação detalhada pelo veículo católico The Pillar, Shaleta teria utilizado transporte reservado para frequentadores do Hong Kong Gentlemen’s Club, situado em Tijuana, próximo à fronteira com os Estados Unidos. A região, que fica localizada na zona norte de Tijuana, é conhecida pelas fiscalizações contínuas por autoridades devido à presença de atividades de prostituição e casos de exploração sexual de mulheres e menores.

Não existem indícios de que o bispo tenha se envolvido com abuso de menores ou tráfico sexual. Ele também é acusado de ter desviado cerca de US$ 40 mil (R$206 mil) em transações envolvendo uma fiel da paróquia.

Ainda de acordo com o The Pillar, os fundos desviados da paróquia podem totalizar US$ 427 mil (R$ 2,2 milhões), com possibilidade de que o esquema chegue a US$ 1 milhão (R$ 5,2 milhões), embora esses valores ainda não tenham sido confirmados oficialmente por autoridades.

Pesquisas independentes apontam que a Zona Norte de Tijuana apresenta um histórico de coerção e exploração sexual, com atuação de grupos criminosos locais.

A cidade enfrenta atualmente uma disputa intensa entre o Cartel de Sinaloa e o Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), que disputam território por meio de facções. O Cartel de Tijuana (ou Organização Arellano Félix) ainda existe, mas de forma fragmentada. O CJNG também esteve ligado a recentes episódios de violência após a morte de seu líder, Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, durante operação militar no estado de Jalisco.