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Justiça decreta duas prisões preventivas para mulher suspeita de matar filha e atacar policial penal
A Justiça decretou duas prisões preventivas contra mulher suspeita de matar a própria filha e de tentar matar uma policial penal
A Justiça decretou duas prisões preventivas contra Girlene da Silva Azevedo, de 32 anos, suspeita de matar a própria filha, de 1 ano e 6 meses, e de tentar matar uma policial penal durante a transferência ao sistema prisional. As decisões foram tomadas em audiências de custódia realizadas em dias diferentes e consideram risco à ordem pública e possibilidade de reiteração criminosa.
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Segundo a investigação, a criança foi levada ao Hospital Municipal de Caucaia pela própria mãe na última quarta-feira (17). No entanto, a equipe médica constatou que a menina já chegou à unidade sem vida. Conforme o registro policial, a criança apresentava múltiplos ferimentos pelo corpo. Ainda de acordo com o despacho, Girlene estava com roupas sujas de sangue e apresentava comportamento alterado.
Logo após o ocorrido, a Polícia Civil prendeu a mulher em flagrante por homicídio qualificado. No dia seguinte, ela passou por audiência de custódia no 4º Núcleo Regional de Custódia e das Garantias, que converteu a prisão em preventiva, modalidade que não estabelece prazo para término.
Ao analisar o caso, o juizado rejeitou a substituição da prisão por medidas cautelares ou prisão domiciliar, mesmo diante do fato de Girlene ser mãe de outras duas crianças, de 3 e 15 anos. Para a Justiça, medidas alternativas seriam insuficientes para garantir a segurança pública e evitar novos crimes.
Ataque durante transferência resulta em nova prisão preventiva
Após a decisão judicial, as autoridades encaminharam Girlene ao sistema penitenciário na quinta-feira (18). No entanto, durante o procedimento, ela retirou as algemas e atacou uma policial penal. Segundo o relato oficial, a mulher tentou morder e arranhar a agente, além de tentar tomar sua arma.
Diante da situação, os agentes deram nova voz de prisão à custodiada. Na sexta-feira (19), ela passou por outra audiência de custódia, desta vez na Vara de Audiências de Custódia, em Fortaleza, e foi autuada por tentativa de homicídio.
Na decisão, o magistrado destacou que Girlene agiu com intenção de matar a policial penal, sem motivação aparente. Além disso, ressaltou que a conduta demonstra elevado risco de reincidência, já que a acusada “não hesita em delinquir quando está em liberdade”.
Com isso, a Justiça determinou uma segunda prisão preventiva, que se soma à primeira, relacionada à morte da criança. O caso segue sob investigação, enquanto Girlene permanece custodiada no sistema penitenciário.