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Saúde

Bebê é internado após consumir fórmula infantil com lotes proibidos pela Anvisa

Caso suspeito de intoxicação envolve fórmula infantil com lotes proibidos pela Anvisa. Prefeitura reforça fiscalização

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Anvisa proibiu a comercialização de lotes específicos de fórmulas infantis após identificar risco de contaminação por toxina; caso de bebê internado segue sob investigação
Anvisa proibiu a comercialização de lotes específicos de fórmulas infantis após identificar risco de contaminação por toxina; caso de bebê internado segue sob investigação

Um bebê de dois meses foi internado em um hospital particular de Dourados, no Mato Grosso do Sul, após consumir uma fórmula infantil incluída em lotes proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O caso segue sob investigação e levanta suspeita de intoxicação alimentar.

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Desde o registro da internação, a Vigilância Sanitária do município acompanha a situação. Além disso, aguarda os resultados de exames laboratoriais que devem esclarecer se existe relação direta entre o produto consumido e o quadro clínico da criança. Enquanto isso, a equipe médica monitora o estado de saúde do bebê.

Segundo a Prefeitura de Dourados, para o veículo de comunicação G1, os indícios iniciais apontam para intoxicação alimentar. No entanto, até o momento, os órgãos de saúde ainda não confirmaram a causa. A investigação segue em andamento.

Prefeitura reforça fiscalização em farmácias e supermercados

Diante do caso, a Prefeitura de Dourados decidiu reforçar as ações de fiscalização em farmácias e supermercados da cidade. A Vigilância Sanitária municipal coordena as atividades e atua diretamente nos estabelecimentos comerciais.

As equipes verificam a presença de fórmulas infantis pertencentes aos lotes proibidos e, caso encontrem os produtos, realizam a retirada imediata das prateleiras. Dessa forma, o município busca reduzir riscos e proteger a saúde de crianças e famílias.

Além disso, a Prefeitura orienta pais e responsáveis a conferirem atentamente os lotes das fórmulas adquiridas. Em caso de dúvida, a recomendação é suspender o uso do produto imediatamente. Da mesma forma, se a criança apresentar sintomas após o consumo, os responsáveis devem procurar atendimento médico com urgência e, sempre que possível, levar a embalagem da fórmula.

Crédito: Reprodução / G1

Anvisa proíbe comercialização de fórmulas infantis da Nestlé

Na última quarta-feira (7), a Anvisa proibiu a comercialização, a distribuição e o uso de lotes específicos de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé Brasil Ltda.. A medida consta na Resolução nº 32/2026 e tem caráter preventivo.

Segundo a agência, a decisão ocorreu após a identificação do risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. Quando ingerida, essa substância pode provocar vômitos persistentes, diarreia e letargia, além de sonolência excessiva, lentidão dos movimentos e dificuldade de reação, sintomas considerados graves, sobretudo em bebês.

Os lotes proibidos envolvem produtos das marcas:

  • Nestogeno
  • Nan Supreme Pro
  • Nanlac Supreme Pro
  • Nanlac Comfor
  • Nan Sensitive
  • Alfamino

Recall ocorre de forma voluntária e em escala global

Em nota, a Nestlé informou que realiza o recolhimento de forma voluntária e em nível global. Segundo a empresa, a toxina foi detectada em um ingrediente fornecido por um fornecedor internacional de óleos terceirizados, utilizado em uma fábrica localizada na Holanda.

Ainda segundo a Nestlé, no Brasil, apenas os lotes indicados pela Anvisa fazem parte do recall. Os demais produtos das marcas seguem sem impacto. Para troca ou devolução, os consumidores devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), conforme as orientações disponíveis nas embalagens.