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Médico morre em incêndio dias após ser acusado de abuso infantil
Médico estava em liberdade provisória após ter sido preso sob acusações de portar conteúdo de abuso infantil
Um ex-cardiologista do Alasca, nos EUA, Ryan McDonough, de 46 anos, foi encontrado morto em um incêndio residencial em Wasilla na última semana. O falecimento ocorreu apenas dois dias após ele ter sido detido sob 10 acusações de posse de material de abuso sexual infantil.
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McDonough, de 46 anos, foi encontrado morto em sua casa. Segundo informações das autoridades locais, ele era o único adulto no imóvel no momento do fogo e teria sido identificado como a vítima. O cardiologista estava em liberdade provisória havia apenas um dia, depois de ter sido preso por suposta posse de material de abuso sexual infantil, com fiança paga pela esposa.
Materiais encontrados
De acordo com documentos judiciais divulgados pela imprensa local, as investigações começaram após um alerta encaminhado pela empresa de armazenamento em nuvem Dropbox ao Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas, entidade norte-americana que recebe denúncias de exploração infantil online.
O primeiro alerta, em julho, indicou a existência de um vídeo envolvendo abuso de criança vinculado a uma conta atribuída ao cardiologista. Em agosto, um novo aviso foi registrado, apontando outros arquivos suspeitos. Com base nesses dados, a polícia de Anchorage teria solicitado ordens judiciais para acessar não apenas o perfil da nuvem, mas também contas de serviços de internet e o computador usado pelo médico.
Quem é o cardiologista
A trajetória profissional de Ryan McDonough incluía atuação como cardiologista em um centro médico regional no Vale de Matanuska-Susitna e em um grupo médico local. Ele também chegou a integrar o Conselho Médico do Estado do Alasca, órgão responsável por regular o exercício da medicina e de outras profissões de saúde. A nomeação foi feita pelo governo estadual, mas a permanência foi curta: registros públicos indicam que o médico participou de poucas reuniões entre agosto e setembro e, em seguida, retirou-se informalmente do colegiado.
Em novembro, o nome de McDonough já não aparecia mais na lista de integrantes do conselho. Representantes do governo estadual informaram posteriormente que só tomaram conhecimento das acusações pouco antes da prisão, alegando inexistência de investigação conhecida no momento da indicação.
Paralelamente, a instituição de saúde onde ele trabalhava informou que o cardiologista foi desligado no mesmo dia em que foi detido pelas autoridades.
Incêndio
O incêndio na residência em Wasilla ocorreu apenas dois dias após a prisão do médico e um dia depois do pagamento da fiança. As autoridades responderam ao chamado de fogo residencial e, num primeiro momento, McDonough chegou a ser tratado como desaparecido. Na sequência, o corpo de um homem adulto foi encontrado entre os destroços e identificado como o cardiologista, conforme relato do Departamento de Segurança Pública do Alasca.
A investigação sobre a origem das chamas ainda está em andamento, sem laudos finais divulgados até o momento, segundo informações o NY Post. Os demais moradores da casa teriam saído ilesos.