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Greve na Fhemig começa nesta terça (17) e afeta hospitais de referência em Minas Gerais

Greve na Fhemig começa nesta terça (17) e afeta hospitais de referência em Minas Gerais; unidades mantêm escala mínima e atendimento pode sofrer impactos

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Entrada do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, uma das unidades mais afetadas pela greve dos trabalhadores da Fhemig iniciada nesta terça-feira (17)

Os trabalhadores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) iniciam, nesta terça-feira (17), uma greve por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada em assembleia realizada na última semana e mobiliza profissionais de diferentes áreas da saúde em toda a rede estadual.

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Ao todo, a Fhemig reúne mais de 13 mil trabalhadores distribuídos em 15 unidades assistenciais em Belo Horizonte, Região Metropolitana e interior de Minas. Embora o movimento atinja toda a estrutura, alguns hospitais de grande porte devem sentir impactos mais diretos no atendimento.

Entre os mais afetados estão o Hospital João XXIII, referência em urgência e emergência, a Maternidade Odete Valadares, o Hospital Infantil João Paulo II, além do Hospital Alberto Cavalcanti, Hospital Júlia Kubitschek, Hospital Eduardo de Menezes e o Instituto Raul Soares.

Apesar da paralisação, os trabalhadores mantêm uma escala mínima de atendimento. Dessa forma, os serviços considerados essenciais continuam em funcionamento, ainda que com possíveis atrasos, sobrecarga das equipes e readequação de demandas.

Reivindicações dos trabalhadores

O movimento grevista ocorre em meio a uma série de reivindicações apresentadas pelas categorias. Entre os principais pontos, estão:

  • reajuste salarial considerado abaixo da inflação;
  • denúncias de descontos indevidos nos salários;
  • questionamentos sobre retirada de direitos trabalhistas;
  • críticas às condições estruturais das unidades;
  • alegações de riscos à assistência aos pacientes;
  • cobrança por cumprimento de acordos anteriores.

Além disso, os profissionais apontam insatisfação com medidas administrativas recentes e afirmam que não houve, até o momento, avanço nas negociações com o governo estadual.

Impacto na rede pública de saúde

Com a paralisação, a tendência é que unidades de alta complexidade registrem maior pressão na demanda, especialmente aquelas que já operam como referência regional. Isso ocorre porque esses hospitais concentram atendimentos de urgência, internações e procedimentos especializados.

Ao mesmo tempo, pacientes podem enfrentar mudanças no fluxo de atendimento, como remarcações de consultas, priorização de casos graves e maior tempo de espera.

Situação segue em aberto

Até a última atualização, não havia posicionamento oficial da Fhemig sobre a greve. O cenário, portanto, segue indefinido, e a continuidade do movimento dependerá do andamento das negociações entre trabalhadores e governo.

Enquanto isso, a recomendação para a população é buscar atendimento com antecedência, sempre que possível, e acompanhar atualizações sobre o funcionamento das unidades de saúde.