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Suspeito monitorou rotina da família antes de chacina em Juiz de Fora, aponta PM

Suspeito monitorou a rotina da família antes de chacina que matou cinco pessoas em MG. Polícia investiga o caso e apura histórico psiquiátrico

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Polícia Militar e Polícia Civil atuaram no bairro Santa Cecília, em Juiz de Fora, após chacina que deixou cinco pessoas da mesma família mortas; suspeito foi preso e confessou o crime
Polícia Militar e Polícia Civil atuaram no bairro Santa Cecília, em Juiz de Fora, após chacina que deixou cinco pessoas da mesma família mortas; suspeito foi preso e confessou o crime

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga as circunstâncias da chacina que resultou na morte de cinco pessoas da mesma família no bairro Santa Cecília, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. O principal suspeito, um homem de 42 anos, foi preso em flagrante, confessou o crime e apresentou versões divergentes sobre as motivações do ataque.

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Segundo com a Polícia Militar, o homem teria monitorado a rotina da família desde a madrugada. Imagens de câmeras de segurança espalhadas pela cidade ajudaram a reconstruir o trajeto do suspeito, que saiu de casa por volta das 3h35 e caminhou até o imóvel onde as vítimas moravam.

Crime começou quando irmã saía para o trabalho

Segundo o tenente-coronel Flávio Tafúri Mattoso, para o veículo de comunicação O Tempo, que atendeu à ocorrência, o suspeito aguardou do lado de fora da residência até o momento em que uma das irmãs saiu para trabalhar. Nesse instante, ele rendeu a familiar, a agrediu e a obrigou a retornar para dentro da casa.

Em seguida, o homem iniciou o ataque contra os demais moradores. Ele usou uma faca para matar o pai, a madrasta, duas irmãs e o sobrinho de 5 anos. Após o crime, deixou o local por volta das 6h e retornou ao próprio apartamento, no bairro Santa Terezinha, cerca de uma hora depois.

Prisão ocorreu em cerca de 20 minutos

O crime foi descoberto por um irmão do suspeito, que encontrou os corpos ao sair para trabalhar e acionou a Polícia Militar. Ainda no chamado, ele informou aos militares que o irmão possuía histórico de transtornos psiquiátricos e poderia estar envolvido.

A partir dessas informações, a PM iniciou rastreamento imediato e localizou o suspeito em cerca de 20 minutos. Ele não resistiu à prisão e confessou o crime, embora tenha apresentado diferentes versões sobre a motivação, citando dívidas, brigas e desentendimentos familiares.

A faca utilizada nos assassinatos foi apreendida e encaminhada para perícia.

Pastor era conhecido e respeitado na comunidade

Entre as vítimas está o pastor João Batista Fernandes Souza, de 74 anos, pai do suspeito. Ele enfrentava um tratamento contra o câncer e havia se afastado parcialmente das atividades religiosas. Amigos e membros da igreja relataram choque com a tragédia.

O pastor Lourenço da Costa, amigo de João Batista há cerca de 20 anos, descreveu a vítima como uma pessoa dedicada à família e ao ministério. Segundo ele, pai e filho trabalhavam juntos com equipamentos de som, o que torna o crime ainda mais difícil de compreender para quem convivia com a família.

Velório e despedida

As vítimas foram identificadas como João Batista Fernandes Souza, Neide Fernandes de Faria Souza, Mônica dos Santos Souza, Rachel dos Santos Souza e Gabriel Souza Costa, de 5 anos. O velório está previsto para a noite desta quarta-feira, no Cemitério Parque da Saudade, e o sepultamento ocorre na manhã de quinta-feira.

Investigação segue

A Polícia Civil segue com as investigações e deve avaliar o histórico psiquiátrico do suspeito, além de apurar se havia acompanhamento médico e registros de conflitos anteriores. O homem permanece preso e à disposição da Justiça.