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Corretora mineira assassinada: filho de síndico é solto após decisão
Polícia concluiu que o filho de Cleber Rosa de Oliveira não participou do crime contra a corretora mineira Daiane Alves
A Justiça determinou a soltura de Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico preso por assassinar a corretora mineira Daiane Alves em Caldas Novas, em Caldas Novas, Goiás. A decisão ocorreu após as investigações da Polícia Civil confirmarem que o homem não teve participação no homicídio, ocorrido em dezembro, nem tentou atrapalhar o trabalho dos investigadores.
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De acordo com as apurações da Polícia Civil, Cleber Rosa de Oliveira foi apontado como autor do homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Maicon chegou a ser preso temporariamente, sob suspeita inicial de envolvimento, mas, com o avanço das diligências, a própria investigação descartou a participação do filho no crime e reconheceu que ele não estava na cidade no dia em que o fato ocorreu, segundo o g1.
De acordo com o jornal, o delegado responsável informou que as primeiras linhas investigativas levaram à prisão de Cleber e Maicon em razão de indícios iniciais, como a substituição de um aparelho celular. Esse comportamento foi entendido, em um primeiro momento, como possível tentativa de obstruir o trabalho policial, o que justificou a representação pelas prisões temporárias.
Com o aprofundamento da investigação, novos elementos foram incluídos no inquérito, principalmente documentos, registros de deslocamento e perícias em celulares. Foi nesse contexto que se confirmou que Maicon estava em outra cidade na data do crime, o que reforçou o álibi apresentado por sua defesa.
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O que disseram as defesas
A equipe jurídica de Maicon apresentou o que chamou de “acervo probatório irrefutável”, composto por registros de ponto de trabalho, conversas em aplicativos de mensagens e laudos periciais. Esses materiais foram usados para demonstrar, de forma técnica, que ele não participou de atos preparatórios, da execução ou de eventual ajuda posterior ao crime.
Em nota ao g1, os advogados criticaram julgamentos antecipados e exposição pública intensa de investigados em redes sociais, fenômeno frequentemente chamado de “tribunal da internet”. Segundo a argumentação, a investigação cabe à polícia, enquanto o julgamento é tarefa do Poder Judiciário, sempre com direito ao contraditório e à ampla defesa.
Já a defesa de Cleber adotou outro caminho, destacando, em nota ao jornal, que o cliente continuará colaborando com a Justiça, mas que comentários sobre o caso serão feitos apenas pela via judicial. O foco, nesse momento, está no fato de que o inquérito será encaminhado ao Ministério Público, órgão responsável por avaliar se oferece ou não denúncia à Justiça.
Transferências bancárias
Além do homicídio, a investigação criminal identificou indícios de possíveis crimes patrimoniais ligados à gestão de Cleber como síndico e administrador da associação do condomínio. Segundo o delegado, houve registro de ocorrência relatando um PIX feito da conta da associação para um dos filhos, no exato valor do contrato de honorários advocatícios. Essa movimentação financeira levantou suspeitas sobre o uso de recursos do condomínio para custear despesas particulares de defesa.
Diante desses indícios, foi instaurado um procedimento próprio no Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Caldas Novas, para apurar eventuais irregularidades administrativas e financeiras.