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Médico é condenado por fraudar fila de cirurgias do SUS
Justiça confirma pena por cobranças ilegais para antecipar procedimentos e uso de internações falsas
Um médico que atuava no Meio-Oeste de Santa Catarina foi condenado a 17 anos e 4 meses de prisão por participação em um esquema que antecipava cirurgias eletivas mediante pagamento.
A decisão, confirmada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina na sexta-feira (14), aponta que o profissional favoreceu pacientes entre 2017 e 2018 ao manipular a fila do SUS em um hospital de Tangará.
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Como funcionava o esquema
A investigação identificou que o cirurgião negociava valores com um intermediário para garantir prioridade nos procedimentos.
Interceptações telefônicas mostram que ele discutia a ordem de atendimento e orientava a inclusão de pacientes como casos emergenciais, recurso usado para justificar cirurgias imediatas.
Os pagamentos, feitos diretamente ou por terceiros, variavam conforme o procedimento. Valores entre R$ 300 e R$ 1.200 foram registrados em operações como retirada de vesícula, histerectomia e correção de fimose.