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Quem era o mineiro morto pela polícia americana após pedir auxílio de saúde mental

Estudante de biologia nascido em Belo Horizonte, Gustavo Guimarães foi baleado por policiais em Powder Springs, na Geórgia

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Brasileiro Gustavo Guimarães, natural de Belo Horizonte, foi morto a tiros pela polícia de Powder Springs | Foto: Arquivo pessoal
Brasileiro Gustavo Guimarães, natural de Belo Horizonte, foi morto a tiros pela polícia de Powder Springs | Foto: Arquivo pessoal

O mineiro Gustavo Guimarães, de 34 anos, morreu após ser baleado por policiais na cidade de Powder Springs, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos. O caso ocorreu na noite de 3 de março, após um chamado para atendimento relacionado a uma crise de saúde mental.


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Na noite do episódio, mãe e filho estavam em um shopping em Powder Springs quando ela decidiu ligar para o 988, serviço nacional dos Estados Unidos voltado para apoio em crises de saúde mental e prevenção ao suicídio. O objetivo era receber orientação para que Gustavo aceitasse ir a um hospital.

Conselheiras do serviço foram ao local e tentaram conversar com o brasileiro, mas não conseguiram convencê-lo a buscar atendimento. Segundo o relato da família, pouco depois chegaram ambulâncias e diversas viaturas policiais.

De acordo com a polícia, os agentes foram acionados para prestar apoio e afirmam que Gustavo teria sacado uma arma durante a abordagem, o que levou os policiais a efetuarem disparos. Ele foi atingido por pelo menos quatro tiros, socorrido e levado a um hospital, mas não resistiu.

Quem era Gustavo Guimarães

Natural de Belo Horizonte, Gustavo tinha dupla cidadania brasileira e americana. Ele se mudou para os Estados Unidos ainda criança, em 1998. Anos depois, retornou ao Brasil em 2018, mas voltou a morar na Geórgia em 2020.


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Segundo familiares, o mineiro estudava biologia na Life University e também trabalhava na biblioteca da instituição. Ele vivia sozinho na cidade de Acworth, a cerca de 23 quilômetros de onde ocorreu a ocorrência policial.

Descrito por parentes como uma pessoa tranquila e carinhosa, Gustavo era vegano e ativista da causa animal. A família afirma que ele nunca teve histórico de violência, embora nos últimos meses tivesse apresentado comportamentos considerados incomuns. A mãe suspeitava que o filho pudesse estar enfrentando algum transtorno mental, como esquizofrenia, e buscava ajuda para convencê-lo a procurar atendimento médico.

Família contesta versão da polícia

A família contesta a versão oficial e afirma que o mineiro nunca teve arma. O caso está sendo investigado pelo Georgia Bureau of Investigation, órgão responsável por apurar ocorrências envolvendo policiais no estado. Parentes pedem esclarecimentos e cobram uma investigação completa sobre a morte.

Investigação e silêncio da polícia

A polícia de Powder Springs informou que não comentará o caso enquanto a investigação estiver em andamento e orientou que questionamentos sejam encaminhados ao GBI e ao Ministério Público local. Até o momento, também não houve posicionamento oficial do Ministério das Relações Exteriores do Brasil sobre o caso.