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Sem saber que estava grávida, mulher dá à luz em aeroporto

Turista entrou em trabalho de parto logo após chegar ao aeroporto e deu à luz um bebê prematuro de cerca de 1 kg

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Pablo nasceu no aeroporto | Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
Pablo nasceu no aeroporto | Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

O que seria apenas uma viagem de férias ao Brasil se transformou em uma experiência inesperada para a empreendedora chilena Patricia Elizabeth Bernal Palavecino, de 33 anos. Sem saber que estava grávida, ela entrou em trabalho de parto logo após desembarcar no Aeroporto Internacional de Florianópolis, em Santa Catarina.


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Patrícia havia viajado sozinha ao Brasil e planejava passar apenas cinco dias na capital catarinense. No entanto, ao sair do avião começou a sentir fortes dores abdominais e pediu ajuda aos funcionários do aeroporto. Os enfermeiros acionados pela equipe perceberam sinais de sangramento e grande fluxo de líquido, indicando que ela estava em trabalho de parto. A passageira foi levada ao ambulatório do aeroporto, onde recebeu os primeiros atendimentos. Como o nascimento era iminente, o bebê acabou vindo ao mundo pouco depois.

O menino, Pablo, apelidado carinhosamente de Pablito, nasceu em 18 de novembro de 2024 com cerca de 28 semanas de gestação e pesando aproximadamente 1 kg, sendo considerado um prematuro extremo. Após o parto, ele foi encaminhado ao hospital para cuidados intensivos. O bebê enfrentou uma série de complicações de saúde, incluindo perfurações no intestino e infecções, o que exigiu cirurgias e um longo período de tratamento. Ao todo, foram nove meses de internação hospitalar, seguidos por três meses de cuidados fora do hospital.

Sem saber da gestação durante toda a gravidez, Patrícia conta que não apresentou sintomas típicos. Devido à condição do bebê, mãe e filho precisaram permanecer no Brasil por quase um ano. Durante esse período, Patricia recebeu ajuda de pessoas que conheceu no hospital e chegou a ficar hospedada na casa de uma família que a acolheu.

Em novembro de 2025, poucos dias antes de Pablo completar um ano de vida, os dois finalmente puderam retornar ao Chile, onde foram recebidos pela família. Hoje, o menino vive em Viña del Mar e está saudável. Apesar do susto e das dificuldades enfrentadas, Patrícia descreve a experiência como “caótica e bela” e afirma que pretende voltar ao Brasil no futuro para visitar as pessoas que a ajudaram durante o período em Florianópolis.