Polícia
Advogado preso por usar viatura da Polícia Civil em BH já era investigado por estelionato e ameaças
Advogado é preso em Belo Horizonte ao usar viatura da Polícia Civil para fins pessoais; ele também é investigado por estelionato, agiotagem e ameaças
Um advogado de 38 anos foi preso em flagrante após ser flagrado dirigindo uma viatura descaracterizada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em Belo Horizonte. O homem utilizava o veículo oficial para deslocamentos pessoais e acabou abordado durante uma operação da Corregedoria na Avenida Antônio Carlos, na Região da Pampulha.
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De acordo com a Polícia Civil, o advogado Renan Rachid Silva Vieira conduzia o carro, que estava vinculado à delegada Wanessa Santana Martins Vieira, sua esposa. A servidora pública também foi presa em flagrante pelo crime de peculato, quando um agente público se apropria ou permite o uso indevido de um bem público.
A abordagem ocorreu durante uma blitz montada na faixa exclusiva para ônibus e veículos oficiais. Durante a fiscalização, os policiais identificaram um carro com as características descritas em denúncias anônimas recebidas pela Corregedoria e pela Ouvidoria do Estado em fevereiro.
Ao receber ordem de parada, o motorista apresentou a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No entanto, após a verificação dos dados, os agentes confirmaram que ele não possuía vínculo com a Polícia Civil nem autorização para utilizar o veículo oficial.
Diante da irregularidade, os policiais conduziram o advogado e apreenderam a viatura, que foi encaminhada para perícia na Diretoria de Transportes da corporação.
Delegada responsável pela viatura também foi presa
Enquanto a abordagem ocorria na avenida, uma equipe da Corregedoria se deslocou até a residência da delegada responsável pelo veículo oficial. Segundo a Polícia Civil, ela foi informada sobre o caso e levada para prestar esclarecimentos.
Após os procedimentos de polícia judiciária, a prisão em flagrante da delegada também foi ratificada. O advogado foi encaminhado ao sistema prisional, enquanto a servidora pública foi levada para a Casa de Custódia da Polícia Civil.
Em nota, a corporação afirmou que não tolera desvios de conduta entre seus integrantes e que as investigações seguem em andamento.
Histórico de denúncias e investigações
Além da prisão pelo uso indevido da viatura, o advogado já aparece como investigado em outras ocorrências registradas pela polícia. Segundo registros policiais, ele é citado em denúncias de estelionato, agiotagem, ameaça e intimidação.
Em um dos casos, ocorrido em 2019, uma empresa denunciou que ele teria falsificado um cheque de R$ 6 mil e repassado o documento a terceiros. Após o problema vir à tona, a vítima relatou ter recebido ameaças de morte.
Mais recentemente, em 2026, uma mulher procurou a polícia após pagar R$ 50 mil como entrada na compra de uma casa localizada em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com o boletim de ocorrência, a compradora descobriu posteriormente que o imóvel estava penhorado e afirmou que não recebeu o valor de volta.
Também há registros de denúncias relacionadas à prática de agiotagem. Em uma das ocorrências, uma vítima relatou cobrança de juros considerados abusivos e afirmou ter recebido ameaças após atrasar pagamentos.
A Polícia Civil informou que todas as ocorrências são analisadas e que as investigações dependem, em alguns casos, de representação formal das vítimas para prosseguir.
