Ciência
Eclipse lunar total de março terá “Lua de Sangue” visível no Brasil; veja horário e como assistir
Eclipse lunar total de 3 de março poderá formar a “Lua de Sangue” e será visível no Brasil; veja horário e onde assistir
Um novo eclipse lunar total volta a mobilizar o público e a imprensa no início de março. O fenômeno, que ocorre quando a Terra projeta sua sombra sobre a Lua, deve pintar o satélite natural de tons avermelhados, efeito popularmente conhecido como “Lua de Sangue”.
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Ao mesmo tempo, publicações nas redes sociais passaram a citar um suposto alerta da NASA sobre um “apagão geral”. No entanto, não há qualquer comunicado oficial da agência espacial que confirme essa informação.
A seguir, entenda como o eclipse acontece, quando ele atinge o ápice, onde será possível observá-lo e como acompanhar a transmissão ao vivo.
O que é um eclipse lunar e por que a Lua fica vermelha?
O eclipse lunar acontece quando Sol, Terra e Lua se alinham, com o planeta posicionado entre o Sol e o satélite natural. Nesse momento, a Terra bloqueia a luz solar direta e projeta sua sombra sobre a Lua.
Como a Lua não emite luz própria, ela apenas reflete a luz do Sol, o alinhamento provoca o escurecimento parcial ou total do disco lunar.
Existem três tipos de eclipse lunar:
- Penumbral: a Lua atravessa a região mais clara da sombra terrestre e o escurecimento é sutil.
- Parcial: apenas parte da Lua fica encoberta.
- Total: toda a Lua entra na região mais escura da sombra da Terra.
Durante o eclipse total, a Lua pode adquirir coloração avermelhada. Isso ocorre porque a atmosfera terrestre filtra a luz solar, permitindo que apenas os comprimentos de onda mais avermelhados atravessem e iluminem a superfície lunar. Por isso, o fenômeno ganhou o apelido de “Lua de Sangue”.
Embora eclipses lunares aconteçam algumas vezes ao ano, os totais são menos frequentes e, por isso, despertam maior interesse.
Quando será o eclipse lunar de março de 2026?
O eclipse lunar total está previsto para 3 de março de 2026.
No horário de Brasília (UTC-3), o momento máximo ocorrerá às 8h34 da manhã. Entretanto, a visibilidade depende da localização.
O fenômeno será visível em grande parte da América do Sul, incluindo o Brasil, além de regiões da América do Norte e áreas do Pacífico. Contudo, o ápice ocorrerá sobre o oceano Pacífico. Dessa forma, regiões mais a oeste tendem a acompanhar melhor todas as fases do eclipse.
Já em cidades do litoral leste brasileiro, como Salvador, Recife e Maceió, a Lua poderá já ter se posto no momento máximo do fenômeno. Mesmo assim, parte das fases iniciais ainda poderá ser observada.
Onde assistir ao eclipse lunar ao vivo
Quem não conseguir visualizar diretamente poderá acompanhar transmissões online realizadas por instituições científicas e canais especializados.
NASA
A agência espacial dos Estados Unidos costuma transmitir eclipses e outros eventos astronômicos em seu canal oficial no YouTube. As transmissões contam com imagens de alta qualidade e comentários de especialistas.
Para assistir, basta acessar o canal oficial e verificar a aba “Ao vivo” próximo ao horário do evento.
Observatório Nacional
Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Observatório Nacional também costuma realizar transmissões comentadas de fenômenos astronômicos. A opção é indicada para quem prefere acompanhar explicações em português com foco no público brasileiro.
Escalapititis (YouTube)
O canal Escalapititis, voltado para entusiastas da astronomia, também costuma transmitir eclipses e outros eventos do céu noturno, com comentários acessíveis ao público geral.
É seguro observar o eclipse lunar?
Sim. O eclipse lunar pode ser observado a olho nu e sem qualquer proteção especial. Diferentemente do eclipse solar, ele não apresenta riscos à visão.
Ainda assim, vale reforçar a diferença entre os fenômenos. Em eclipses solares, nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada. A NASA orienta que o público utilize apenas óculos certificados no padrão ISO 12312-2 ou filtros solares próprios para telescópios e câmeras, posicionados na parte frontal da lente.
Óculos escuros comuns, chapas de raio-X, vidro fumê e observação com binóculos sem filtro não são seguros e podem causar danos permanentes à retina.
Portanto, no caso do eclipse lunar de março, basta escolher um local com boa visibilidade do céu — ou acessar uma transmissão ao vivo, para acompanhar o fenômeno com tranquilidade.
Há risco de “apagão geral”?
Não há qualquer confirmação oficial de alerta da NASA sobre apagões relacionados ao eclipse lunar.
Eclipses lunares são eventos astronômicos previsíveis e estudados há séculos. Eles não provocam impactos na rede elétrica, na internet ou em sistemas de comunicação.
Assim, o principal efeito do fenômeno continua sendo visual: a oportunidade de observar a Lua assumir tons avermelhados e reforçar o interesse popular pela astronomia.