Ciência
Veja os principais fenômenos astronômicos de 2026
Eclipses, superlua, chuvas de meteoros e conjunções planetárias marcam o calendário astronômico de 2026, com fenômenos visíveis no ano
O céu promete espetáculo ao longo de 2026. Durante o ano, observadores poderão acompanhar eclipses lunares e solares, sete chuvas de meteoros, conjunções planetárias, além de uma superlua prevista para dezembro. O calendário reúne eventos capazes de atrair tanto astrônomos experientes quanto curiosos que gostam de observar o céu a olho nu.
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Eclipses marcam o calendário astronômico
Ao longo de 2026, o céu será palco de quatro eclipses, sendo dois solares e dois lunares. Embora nem todos possam ser vistos do Brasil, os fenômenos chamam atenção pela raridade e impacto visual.
Eclipses lunares visíveis no Brasil
Entre os destaques está o eclipse lunar total de 3 de março, conhecido como Lua de Sangue. Apesar de total, ele poderá ser visto de forma parcial em alguns estados brasileiros, como Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Pará e Mato Grosso. Durante o fenômeno, a Lua adquire um tom avermelhado ao atravessar a sombra da Terra.
Além disso, um eclipse lunar parcial entre 27 e 28 de agosto será visível em todo o território nacional, permitindo observação sem qualquer equipamento especial.
Diferentemente dos eclipses solares, os eclipses lunares podem ser observados a olho nu, embora binóculos e telescópios intensifiquem os detalhes.
Eclipses solares fora do campo de visão brasileiro
Já os eclipses solares de 17 de fevereiro (parcial) e 12 de agosto (total) não serão visíveis no Brasil. O primeiro poderá ser observado apenas em regiões da Antártida e do sul do Oceano Índico. O segundo terá faixa de totalidade em partes da Europa Ocidental, Groenlândia, Ártico e norte da Rússia.
Vale reforçar: nunca se deve observar o Sol diretamente sem filtros adequados, pois isso pode causar danos irreversíveis à visão.
Periélio e afélio explicam variações na distância da Terra ao Sol
Além dos eclipses, 2026 também registra eventos orbitais importantes. No periélio, ocorrido em 3 de janeiro, a Terra atingiu seu ponto mais próximo do Sol, a cerca de 147 milhões de quilômetros. Por isso, o Sol apresentou seu maior diâmetro aparente no ano.
Em contrapartida, o afélio, previsto para 6 de julho, marcará o momento em que o planeta estará mais distante da estrela, a aproximadamente 152 milhões de quilômetros, além de atingir sua menor velocidade orbital.
Conjunções planetárias desenham formações raras no céu
Outro destaque do ano são as conjunções planetárias, quando dois ou mais astros parecem se aproximar visualmente. Ao longo de 2026, diversas formações poderão ser vistas ao amanhecer ou no início da noite.
Entre os momentos mais aguardados estão:
- 31 de maio, quando Mercúrio, Vênus e Júpiter aparecerão alinhados;
- 18 de junho, com Lua, Mercúrio, Vênus e Júpiter formando um quarteto celeste;
- 14 de novembro, com a rara conjunção entre Marte e Júpiter.
Esses eventos costumam render belas imagens e não exigem instrumentos profissionais para observação.
Chuvas de meteoros iluminam o céu em diferentes épocas do ano
As chuvas de meteoros também garantem espetáculo em 2026. Segundo especialistas, ao menos sete eventos relevantes ocorrerão ao longo do ano.
Entre as mais intensas estão:
- Quadrântidas, em janeiro, com até 120 meteoros por hora;
- Perseidas, em agosto, que podem alcançar 150 meteoros por hora;
- Geminídeas, em dezembro, igualmente com picos de 120 meteoros por hora.
Para melhor observação, recomenda-se locais escuros, longe da iluminação urbana, especialmente durante a madrugada.
Superlua de Natal fecha o ano astronômico
Encerrando o calendário, 2026 terá apenas uma superlua, prevista para 24 de dezembro. O fenômeno ocorre quando a Lua cheia coincide com o perigeu, ponto de maior proximidade com a Terra.
Nessa condição, o satélite natural pode parecer até 14% maior e 30% mais brilhante do que em uma microlua, tornando o céu natalino ainda mais especial.
Cometas também entram em cena ao longo do ano
Por fim, cinco cometas de maior brilho devem ser visíveis em 2026, como o C/2024 E1 (Wierzchos) e o 10P/Tempel 2. Embora a maioria exija binóculos ou pequenos telescópios, esses corpos celestes reforçam o caráter dinâmico do Sistema Solar.
Um ano para olhar mais para o céu
Com eclipses, meteoros, planetas alinhados e uma superlua, 2026 se consolida como um ano especialmente favorável para a observação astronômica. Além do espetáculo visual, os eventos também ajudam a despertar interesse pela ciência e pela compreensão dos movimentos do Universo.