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Homem prefere cumprir pena de prisão a devolver R$ 5,6 milhões recebidos por erro

Homem é condenado a um ano de prisão após gastar R$ 5,6 milhões depositados por engano em sua conta bancária; Justiça também determinou devolução do valor

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Homem foi condenado após gastar milhões recebidos por erro bancário e optar por cumprir pena em regime prisional em vez de pagar multa

Um erro operacional em um dos maiores bancos da Nigéria terminou em condenação criminal e chamou atenção internacional. O nigeriano Ojo Eghosa Kingsley decidiu cumprir um ano de prisão após gastar cerca de R$ 5,6 milhões que foram depositados indevidamente em sua conta bancária. A Justiça ofereceu a possibilidade de pagamento de multa para evitar a detenção, mas o réu recusou a alternativa.

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O caso foi julgado no país africano e divulgado pela Comissão de Crimes Econômicos e Financeiros da Nigéria (EFCC), órgão responsável por investigar fraudes e delitos financeiros. Segundo a instituição, Kingsley recebeu 1,5 bilhão de nairas, o equivalente a aproximadamente US$ 1,1 milhão, após uma falha no sistema do First Bank, entre junho e novembro de 2025.

Uso do dinheiro e tentativa de ocultação

Em vez de comunicar o banco sobre o erro, Kingsley passou a utilizar os valores ao longo de vários meses. Durante esse período, ele realizou transferências para contas em seu próprio nome e também para contas registradas em nome de sua mãe e de sua irmã. De acordo com a investigação, a estratégia tinha como objetivo dificultar o rastreamento do dinheiro.

Além disso, parte significativa do montante foi gasta antes que a instituição financeira identificasse a falha e acionasse as autoridades. A movimentação levantou suspeitas e levou à abertura de um processo criminal.

Condenação e escolha pela prisão

Ao se declarar culpado, Kingsley foi condenado por conduta equiparada a furto, conforme a promotoria. A sentença previu duas opções: um ano de prisão ou o pagamento de multa de 5 milhões de nairas, cerca de R$ 180 mil. Mesmo assim, o acusado optou pelo cumprimento da pena em regime prisional.

A decisão repercutiu nas redes sociais e em veículos internacionais, sobretudo pelo contraste entre o valor gasto e o montante da multa oferecida pela Justiça.

Devolução dos valores ao banco

Apesar da escolha pela prisão, a Justiça determinou a devolução integral do dinheiro recebido indevidamente. Segundo a EFCC, o banco conseguiu recuperar quase todo o valor, restando apenas alguns milhares de nairas não localizados.

Durante o julgamento, Kingsley afirmou que pretende manter “bom comportamento” após o cumprimento da pena. O caso reacendeu debates sobre responsabilidade individual, falhas nos sistemas bancários e os limites entre erro, oportunismo e crime financeiro.